Aquele dia!
Sabe aquele dia que você não está bem? Você
acorda, mas a vontade é ficar na cama e nada o motiva a desgrudar daquele
travesseiro que tanto lhe faz bem.
Você sabe que não está neste mundo para
ficar desfrutando eternamente daquele momento de ócio, mas, e daí? Fala sério!
Para que sair, gastar uma energia inexistente, se ... deixa para lá!
Então você se levanta – que vitória! -, vai
ao banheiro e... “Que droga!”. Não, você não encontrou nenhum produto ilícito
ali, apenas olhou o reflexo da própria imagem naquele objeto que um dia fora
seu amigo, mas diante daquele filme de horror atual, tornou-se seu inimigo
número um.
Nossa! Você percebe que já fora mais jovem
um dia, que o tempo passa, as marcas vêm, cabelos vão – para os homens, claro! –
e que você continua mal. O que é isso?
Alguns chamam de desânimo, outros,
depressão, mas de que importa o nome? O corpo vai reagir se você puder dar um
nome à essa condição patológica? Claro
que não! Que viagem!
Vamos tentar sair dessa melancolia? Como?
Pois é! Eis a questão! As piadas não têm graça, as músicas incomodam, você não
quer conversa... e aparece alguém para lhe dizer: “Você não pode continuar
assim!”, como se você quisesse continuar com esse estado de humor alterado!
Outro, “muito sabido”, logo vem com aquela
observação: “O problema é na cabeça!”. Merece um Oscar, não? Realmente não é
algo fácil de entender.
Psicólogos, psiquiatras, psicanalistas e
tantos outros “doutores” podem ajudar, mas até que ponto?
Um dia desses, até vi um cartão de um dos “especialistas”,
com uma frase tipo “Seja feliz!”, será? É tão fácil assim? Sei!
Você sai de casa, pensando que isso pode
resolver a situação, mas... não resolve, não é?
E quando tem que trabalhar? Bem, algumas
vezes até dá uma distraída, mas, normalmente, é um peso a mais. E aqueles
colegas que ficam querendo saber o que está acontecendo? É muita carga, gente!
Quando a noite chega, até que o corpo fica
um pouco melhor. Será por quê? O dia estressante foi embora, veio um banho
restaurador, o corpinho já entende a mensagem do cérebro que diz estar chegando
a hora mais agradável para quem está com esse “pequeno” mal: a hora de se
encontrar com a cama e com aquele travesseiro que lhe faz tão bem!
Wanderson Miranda de Almeida, 26/04/2018.
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